. A história movimento ideo-realista da sociedade
a) A história-negação e a história-revelação
A história é a demonstração dos erros da humanidade pela redução ao absurdo. (2e Mémoire.)
A história é a sucessão do:s diversos estados, pelos quais a inteligência e a sociedade passam, antes de atingirem, a primeira, a ciência pura; a segunda, a realização das suas leis. É um panorama das criações que estão a produzir-se... A história... é... testemunho; a sua utilidade consiste, por um lado em confirmar ou desmentir pelos factos as hipóteses da teoria, por outro, em revelar-nos o trabalho... da criação da ordem... o filósofo procura nela a emersão das leis. (Créat. de l'O., cap. V.)
Destruir os ídolos, os prestígios, os preconceitos tradicionais,... desfigurar os falsos grandes homens,... fazer a história, ao mesmo tempo, realista e filosófica...
Descobrir o segredo e a mecânica das grandes mistificações, mostrar então a trama secreta dos acontecimentos...
É tempo de renovar o estudo da história. Durante muito tempo só se viu nela o produto de algumas vontades individuais. É preciso apresentá-la, apresentar as revoluções, a política, as guerras nas suas causas sociais. (Napoléon 1.er.)
Toda a história deve ser escrita sob dois pontos de vista:
1.º O ponto de vista geral que é o das forças superiores, das forças preponderantes, das tendências que decidem do carácter da história;
2.º O ponto de vista pessoal que é o das individualidades, para dar a feição aos actos. (Commentaire des Mémoires de Fouché.)
Opor a teoria da liberdade à da fatalidade. (Parallèle entre Napoléon et Wellington.)
Ocuparam-se muito, nestes últimos tempos, em saber quais eram as leis do desenvolvimento histórico... É fácil agora compreender até que ponto se iludiam...
Não há leis históricas universais, porque não há ciência universal. Portanto, perdem o seu tempo e perseguem uma sombra ilusória os que, semelhantes aos filósofos, lançando-se fora de qualquer especialidade conhecida e agarrando-se a generalidades imaginárias, agrupam os factos, sem discernimento e sem método, e creem, à força de seriações lógicas e de analogias, adquirir o dom de profetizar... O progresso... não pode servir para formular nem a história dum século, nem a totalidade da história...
Tinha-se notado. na história da civilização, o alargamento progressivo dos direitos políticos concedidos aos proletários. Imediatamente este facto, muito importante em si mesmo e muito significativo, foi tomado como lei de desenvolvimento histórico e MM. Ballanche e Lamennais formularam-na deste modo... : elevação do plebianismo ao poder.
Mas, independentemente da libertação do proletariado ser unicamente um facto particular da história, à qual, por conseguinte, não pode servir de interpretação... estará nela a expressão duma lei?
Qualquer sociedade começa pela antítese entre o patriciado e a servidão: posto isto... como cresce o proletariado e suplanta, por fim, a aristocracia? A lei da evolução do proletariado, lei complexa... só se podia encontrar na ciência económica. (Créat. de l’O., cap. V.)
Sem comentários:
Enviar um comentário