Crônica da manifestação de 6 de março de 2010
No dia 6 de março, a capital da Cantábria assistiu a maior manifestação da CNT da história recente, e não tão recente de Santander. Várias centenas de ativistas e simpatizantes (número muito significativo, se considerarmos a recente criação do Sindicato de Santander), chamaram à luta obreira contra os ataques que estão sofrendo (ERES, idade de reforma retardada, demissões, desemprego, medo...) por parte do capitalismo, do Estado e dos sindicatos "amarelos".
Às 11h30, começou a marcha da manifestação, com uma faixa que dizia: "O que é que esperas?, Organiza-te e defende teus direitos." Atrás dela, um mar de bandeiras vermelhas e negras, anunciava aos transeuntes espantados que algo imparável está começando a acontecer no feudo do Sr. Botin e seus acólitos.
Os slogans mais cantados durante o curso da marcha, foram "A crise que a paguem os capitalistas", "Contra o desemprego, a luta obreira", "Aqui estamos, nós não pactuamos", "Obreiro, se não lutas, ninguém te escuta, "União, Ação, Auto-gestão", "Morte ao Estado, Viva a Anarquia"...
A manifestação decorreu sem incidentes, parando na Câmara Municipal e, naturalmente, em frente à sede do Banco Santander. É de destacar o apoio recebido por alguns trabalhadores do Serviço de Transportes Urbanos, bem como de cidadãos que mostraram a sua alegria por ver-nos e a sua simpatia pela nossa causa. Chegou-se à Plaza de Pombo às 12h45, onde começou o comício.
O primeiro a falar foi o companheiro Rojo, do Sindicato de Santander, que, com determinação, expôs o desnecessário e mal-intencionado das medidas que se querem tomar contra os trabalhadores, com tanto parasita a esvaziar os cofres do Estado. Depois foi a vez do companheiro Henrique Hoz (Secretário Geral da Regional Norte-CNT) chegado de Bilbao, e que no seu tom habitual, informal e didático, fez uma analogia entre animais de laboratório e no momento atual da alienação vivida pela classe trabalhadora.
Finalmente, entre vivas ao anarcosindicalismo e à CNT, e após se ouvir o hino Confederal "A las barricadas", foi dado o ato por encerrado.
Da CNT-Santander, agradecemos sinceramente a sua presença e a todos os participantes, ainda mais sabendo que muitos tiveram que viajar longas distâncias para estar conosco.
100 anos de luta!
Não somos um sindicato mais!
Somos a CNT!
Tradução > Liberdade à Solta
agência de notícias anarquistas-ana
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