Numa das muitas entrevistas dadas no arranque da sua pré-campanha, Cavaco Silva afirmou não acreditar no desconhecimento do Governo sobre o negócio da PT/TVI: “penso que não”, disse, para dizer depois ser um “referencial de estabilidade”. Hoje em dia, ninguém se chateia que certas personalidades escolham as palavras preferidas para se auto-definirem, mesmo que a prática as contradiga. Neste exemplo, a contradição ocorreu num espaço temporal de poucos minutos. Já lá vai o tempo em que os referenciais de estabilidade procuravam não alimentar temas com consequências imprevisíveis.
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