A subida no IVA e a subtracção do subsídio de Natal a toda a população, duas medidas ponderadas pelo Governo para garantir o novo objectivo do défice, têm o potencial para, este ano, gerar uma receita adicional para o Estado de mais de 3000 milhões de euros, lê-se aqui. Não se lê que as medidas têm também o potencial de reduzir ainda mais o nosso crescimento económico, um efeito inevitável face a uma redução do consumo que, por arrastamento, fará reduzir o investimento, logo, a criação de emprego.
Pelo contrário, a tributação dos lucros das grandes empresas, a tributação dos lucros da banca à mesma taxa que é aplicada à restante economia, a tributação das mais-valias urbanísticas que resultem de actos administrativos (como alterações aos PDM) e a tributação de transacções com paraísos fiscais, para além de terem um impacto reduzidíssimo sobre o crescimento económico, caso fossem adoptadas, superariam largamente o encaixe a realizar por mais esta traição dos dois partidos que previsivelmente o sustentarão aos respectivos eleitorados. Reuniriam ainda outra vantagem que ajuda a explicar a sua não adopção: desviar os rios de dinheiro que continuam a engordar fortunas injustificáveis num Estado de direito que tenha como objectivo a promoção da equidade fiscal e o combate à corrupção.
Cada opção política identifica as prioridades dos seus autores. Não há opções políticas neutras. Há sempre quem saia beneficiado e quem saia prejudicado com a realidade de partida que é alterada pela sua implementação. Cada partido defende interesses bem definidos e tem as suas prioridades. E não há eleitorado que não deixe de ser prioridade quando aceita de bom grado e sem reagir pelo voto aos sacrifícios que lhe são impostos para poupar o bem-estar daqueles que quem continua a beneficiar do seu voto pode manter como a prioridade das suas prioridades. Para não perder o poder, vai bastando saber entreter.
Pelo contrário, a tributação dos lucros das grandes empresas, a tributação dos lucros da banca à mesma taxa que é aplicada à restante economia, a tributação das mais-valias urbanísticas que resultem de actos administrativos (como alterações aos PDM) e a tributação de transacções com paraísos fiscais, para além de terem um impacto reduzidíssimo sobre o crescimento económico, caso fossem adoptadas, superariam largamente o encaixe a realizar por mais esta traição dos dois partidos que previsivelmente o sustentarão aos respectivos eleitorados. Reuniriam ainda outra vantagem que ajuda a explicar a sua não adopção: desviar os rios de dinheiro que continuam a engordar fortunas injustificáveis num Estado de direito que tenha como objectivo a promoção da equidade fiscal e o combate à corrupção.
Cada opção política identifica as prioridades dos seus autores. Não há opções políticas neutras. Há sempre quem saia beneficiado e quem saia prejudicado com a realidade de partida que é alterada pela sua implementação. Cada partido defende interesses bem definidos e tem as suas prioridades. E não há eleitorado que não deixe de ser prioridade quando aceita de bom grado e sem reagir pelo voto aos sacrifícios que lhe são impostos para poupar o bem-estar daqueles que quem continua a beneficiar do seu voto pode manter como a prioridade das suas prioridades. Para não perder o poder, vai bastando saber entreter.
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