Uma Feira de Livros Anarquistas interessante. Ele e elas merecem esse elogio!
Foi desde o início um projeto um pouco louco o que nos fez percorrer quase 4.000 quilômetros de ida e volta para participar da 6ª Feira do Livro Anarquista de Zagreb, na Croácia, em 26, 27 e 28 de março de 2010, num país que fala pouco francês (2 a 3% da população) e apresentar um stand de livros anarquistas, em francês, do “Monde Libertaire”, as “Éditions Libertaires” e as de “Creuse-Citron”, o jornal da “Creuse Libertaire”.
Com o acordo prévio das “Éditions du Monde Libertaire” e dos camaradas da Federação Anarquista Francófona topei dar um pulo lá. O objetivo era estabelecer laços com diferentes anarquistas dos Bálcãs e apresentar algumas editoras anarquistas francesas.
A Feira do livro anarquista apresenta-se a si própria
Perfeitamente organizada num grande salão, no primeiro andar do cinema Europa, situado em pleno centro de Zagreb (com cerca de um milhão de habitantes), o cosmopolitismo dos diversos stands e bancas espalhava-se num arco de círculo.
Vários stands croatas de grupos autônomos, anarcosindicalistas e comunistas libertários apresentavam obras de alta qualidade (traduções em croata de autores anarquistas como, entre outros, Pierre-Joseph Proudhon, Michel Bakunin, Élisée Reclus, Louise Michel, etc.), ou de simples brochuras xerocadas de autores anarquistas de todos os tipos.
Existiam também diversos stands apresentando CD´s e cassetes de música alternativa croata assim como camisetas, bottons, etc.
O stand da FAO (Federação para a Organização Anarquista) da Eslovênia, federação aderente à IFA (Internacional das Federações Anarquistas) expunha, entre outras coisas, a revista anarquista “Avtonomija”, revista de atualidade social de muito boa venda.
Os anarquistas sérvios de Belgrado também tinham a sua banca com jornais e folhetos, composta essencialmente com brochuras negras e brancas xerocadas.
Os anarquistas de Viena e de Linz, da Áustria, estavam presentes igualmente, com livros em inglês e alemão, bem como com uma variedade de camisetas, etc. Eles também tinham uma pilha impressionante do livro “L’Insurrection” que foi traduzido para o inglês, e tinham, até mesmo, obras de Jacques Mesrine!
Um casal de australianos de Sydney tinha uma pequena banca, difundindo especialmente uma brochura de atualidade social australiana, chamada “Mutiny”.
Anarquistas checos de Praga também marcaram presença. OzkAn, do Cira de Lausanne, da Suíça, estava lá para apresentar documentários anarquistas suíços sobre a guerra espanhola, squats, anarcosindicalismo, etc. E tirar fotos.
A FAI (Federação Anarquista Italiana) estava representada pelo seu simpático secretário de Relações Internacionais.
E depois o stand de que eu tinha montado. Eu vendi aproximadamente 100 euros de brochuras! As pessoas estavam muito interessadas, curiosas, fizeram perguntas, o contato foi fácil e agradável. Claro, demorou um pouco para vender alguns livros. Na Croácia não nadam em dinheiro (a renda média mensal no país é cerca de 600 euros).
Ao lado...
Estava previsto que no sábado pela manhã iria acontecer a Feira ao ar livre, no dia de movimentação do mercado, com bastante gente circulando: infelizmente, a chuva nos obrigou a desmontar os stands com menos de 20 minutos.
No sábado à noite foi organizada uma discoteca (festa disco), que durou até às 4 horas da madrugada. É incrível a emoção louca que eles e elas têm lá com a música disco, foi muito divertido!
Durante os três dias da feira as refeições eram a preço livre. Constatamos três dias de autogestão convivial e combativo.
O peso dos livros! Armas mortais!
Creio que por volta de mil pessoas passaram por esta feira.
Para concluir. Eu venho encantado desta Feira do Livro Anarquista de Zagreb, conheci um bom número de anarquistas croatas, sérvios, eslovenos, checos, austríacos, etc.
As feiras internacionais são momentos fortes para tecer laços entre anarquistas do mundo inteiro, para divulgar as idéias libertárias pela via dos livros. Para re-encontros. Para viver em anarquia o tempo de uma feira!
E lá voltei a sentir igualmente um frenesi e uma grande vontade de derrubar a sociedade capitalista desigual (sem cair no erro do comunismo ou titoísmo) e construir uma sociedade anarquista.
Fui acolhido de braços abertos. E é em fraternidade assim que poderemos construir com os revolucionários anarquistas do mundo todo a sociedade libertária dos nossos sonhos.
Alayn Dropsy
Jornal Le Monde Libertaire n°1592
Tradução > Liberdade à Solta
agência de notícias anarquistas-ana
Foi desde o início um projeto um pouco louco o que nos fez percorrer quase 4.000 quilômetros de ida e volta para participar da 6ª Feira do Livro Anarquista de Zagreb, na Croácia, em 26, 27 e 28 de março de 2010, num país que fala pouco francês (2 a 3% da população) e apresentar um stand de livros anarquistas, em francês, do “Monde Libertaire”, as “Éditions Libertaires” e as de “Creuse-Citron”, o jornal da “Creuse Libertaire”.
Com o acordo prévio das “Éditions du Monde Libertaire” e dos camaradas da Federação Anarquista Francófona topei dar um pulo lá. O objetivo era estabelecer laços com diferentes anarquistas dos Bálcãs e apresentar algumas editoras anarquistas francesas.
A Feira do livro anarquista apresenta-se a si própria
Perfeitamente organizada num grande salão, no primeiro andar do cinema Europa, situado em pleno centro de Zagreb (com cerca de um milhão de habitantes), o cosmopolitismo dos diversos stands e bancas espalhava-se num arco de círculo.
Vários stands croatas de grupos autônomos, anarcosindicalistas e comunistas libertários apresentavam obras de alta qualidade (traduções em croata de autores anarquistas como, entre outros, Pierre-Joseph Proudhon, Michel Bakunin, Élisée Reclus, Louise Michel, etc.), ou de simples brochuras xerocadas de autores anarquistas de todos os tipos.
Existiam também diversos stands apresentando CD´s e cassetes de música alternativa croata assim como camisetas, bottons, etc.
O stand da FAO (Federação para a Organização Anarquista) da Eslovênia, federação aderente à IFA (Internacional das Federações Anarquistas) expunha, entre outras coisas, a revista anarquista “Avtonomija”, revista de atualidade social de muito boa venda.
Os anarquistas sérvios de Belgrado também tinham a sua banca com jornais e folhetos, composta essencialmente com brochuras negras e brancas xerocadas.
Os anarquistas de Viena e de Linz, da Áustria, estavam presentes igualmente, com livros em inglês e alemão, bem como com uma variedade de camisetas, etc. Eles também tinham uma pilha impressionante do livro “L’Insurrection” que foi traduzido para o inglês, e tinham, até mesmo, obras de Jacques Mesrine!
Um casal de australianos de Sydney tinha uma pequena banca, difundindo especialmente uma brochura de atualidade social australiana, chamada “Mutiny”.
Anarquistas checos de Praga também marcaram presença. OzkAn, do Cira de Lausanne, da Suíça, estava lá para apresentar documentários anarquistas suíços sobre a guerra espanhola, squats, anarcosindicalismo, etc. E tirar fotos.
A FAI (Federação Anarquista Italiana) estava representada pelo seu simpático secretário de Relações Internacionais.
E depois o stand de que eu tinha montado. Eu vendi aproximadamente 100 euros de brochuras! As pessoas estavam muito interessadas, curiosas, fizeram perguntas, o contato foi fácil e agradável. Claro, demorou um pouco para vender alguns livros. Na Croácia não nadam em dinheiro (a renda média mensal no país é cerca de 600 euros).
Ao lado...
Estava previsto que no sábado pela manhã iria acontecer a Feira ao ar livre, no dia de movimentação do mercado, com bastante gente circulando: infelizmente, a chuva nos obrigou a desmontar os stands com menos de 20 minutos.
No sábado à noite foi organizada uma discoteca (festa disco), que durou até às 4 horas da madrugada. É incrível a emoção louca que eles e elas têm lá com a música disco, foi muito divertido!
Durante os três dias da feira as refeições eram a preço livre. Constatamos três dias de autogestão convivial e combativo.
O peso dos livros! Armas mortais!
Creio que por volta de mil pessoas passaram por esta feira.
Para concluir. Eu venho encantado desta Feira do Livro Anarquista de Zagreb, conheci um bom número de anarquistas croatas, sérvios, eslovenos, checos, austríacos, etc.
As feiras internacionais são momentos fortes para tecer laços entre anarquistas do mundo inteiro, para divulgar as idéias libertárias pela via dos livros. Para re-encontros. Para viver em anarquia o tempo de uma feira!
E lá voltei a sentir igualmente um frenesi e uma grande vontade de derrubar a sociedade capitalista desigual (sem cair no erro do comunismo ou titoísmo) e construir uma sociedade anarquista.
Fui acolhido de braços abertos. E é em fraternidade assim que poderemos construir com os revolucionários anarquistas do mundo todo a sociedade libertária dos nossos sonhos.
Alayn Dropsy
Jornal Le Monde Libertaire n°1592
Tradução > Liberdade à Solta
agência de notícias anarquistas-ana
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