Estamos a assistir nestes dias à grande pressão que o establishment europeu – o Conselho Europeu, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu – e a grande maioria dos meios de comunicação estão a exercer sobre os países periféricos – Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda – para que imponham políticas de austeridade, reduzindo déficits e dívida pública, e baixando salários, a fim de sair da Grande Recessão que a zona euro está a sofrer. O grande erro desta estratégia de pressão é que assume erroneamente que o problema em que se encontra a zona euro foi criado por estes países com o seu despesismo e a sua falta de disciplina fiscal, o que é fácil de mostrar que não é verdadeiro. Nem existe um despesismo de gasto público naqueles países (todos eles têm os gastos e empregos públicos mais baixos da UE-15), nem os seus salários são exuberantes (estão muito abaixo da média da UE-15, independentemente do nível de produtividade que tenham).
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