domingo, agosto 08, 2010

"O nosso século é fascista"

O título, entre aspas, é aquele que o historiador Manuel Loff escolheu para capa da edição do seu monumental e conclusivo trabalho de investigação sobre o eurofascismo, em geral, e, em especial, sobre os fascismos ibéricos, salazarismo e franquismo. A frase traduz a assumida convicção político/ideológica dos dois ditadores peninsulares, Salazar e Franco, veemente afirmada/saudada no período áureo das vitórias militares do nazifascismo germânico; a "época fascista" como o autor designa os anos de 1936 até ao fim da II Guerra Mundial, em 1945. Na realidade, o intervalo de tempo coberto pela investigação de M. Loff estende-se, principalmente a jusante, quase até aos dias da publicação das mais de 900 páginas da obra, em Abril 2008; após 13 anos de exaustivas pesquisas por arquivos e academias europeias. De igual modo, o espaço geográfico extravasa a Península Ibérica e vai cobrir experiências de regimes fascistas/colaboracionistas na França, Hungria, Noruega, Croácia, etc.

Deve ler-se (e reler) o último capítulo de O Nosso Século é Fascista . São só 30 páginas, onde Manuel Loff deixa transparecer um aviso inquietante às gerações próximo/futuras do chamado mundo livre sob tutela americana: a Nova Ordem Global Demo-Capitalista, cada dia que passa, cada ano que finda, mais se assemelha à (velha) Nova Ordem Nazi-Fascista, do século XX

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