Afundado em impopularidade a 20 meses das eleições presidenciais, Sarkozy deixou cair a máscara e voltou ao registo de extrema-direita que marcara a sua ascensão fulgurante enquanto Ministro do Interior. Então defendera o direito de a França expulsar os imigrantes ilegais quantificando esse objectivo entre 30 mil e 40 mil por ano. Agora, talvez inspirado pelo debate por si promovido sobre a essência da identidade francesa – “a nacionalidade francesa merece-se e é necessário mostrar-se digno dela”, proclamou há dias – vai ainda mais longe: antecipa legislação que retira a nacionalidade francesa a cidadãos franceses “de origem estrangeira” que “voluntariamente tenham atentado contra um funcionário da Polícia, um militar da Gendarmerie ou outra pessoa possuidora de autoridade pública", ao mesmo tempo que anuncia a destruição de metade dos “acampamentos ilegais” de ciganos nos próximos três meses.
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