
Afinal o campo de concentração do Tarrafal «não era uma prisão mas sim um paraíso!!!» É isso que vem escarrapachado num livreco de uma tal José Vicente Lopes, “investigador” e “prestigiado” “jornalista” cabo-verdiano, agora publicado.
Ali se conta que representantes da Cruz Vermelha, embora a notícia não revele quando, visitaram as instalações por duas vezes e, segundo o relatório dos PIDES que os acompanharam, «ficaram espantados com as condições encontradas».
E andámos nós a dar ouvidos aos “queixinhas” dos tarrafalistas que ali estiveram presos! E andámos nós, durante anos, impressionados pelos seus relatos de torturas e pelas mortes ali ocorridas, mortes que, como o livro agora esclarece, ocorreram, sim, «mas por razões que o autor não imputa directamente às condições carcerárias»!
Ou então, estórias como esta, vêm mais uma vez demonstrar que com o incentivo certo e um bom enquadramento da PIDE era possível “sacar” declarações destas, até a funcionários da Cruz Vermelha (que de vez em quando têm, ou tinham... estas recaídas até às suas origens de simpatia nazi).
Vem demonstrar também que a causa do branqueamento do fascismo tem, por estes dias, muita gente disposta a estar militantemente ao seu serviço, como é o caso deste javardo e “prestigiado investigador/jornalista”, que agora produziu este excremento em forma de livro.
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