O sistema de recrutamento da Igreja Católica é bem pensado. Baptiza-se a criança logo que nasce, massaja-se a crença no cérebro tenrinho e, quando finalmente ela começa a pensar por si, já tem tão cravada a ideia de que rejeitar esta religião é pecado que acaba por fazer o mesmo aos seus filhos.
Mas havia um buraco. Era possível, em adulto, deixar esta religião. Não era um buraco grande, porque era preciso tanta papelada e burocracia para formalizar a apostasia que, até recentemente, não havia muita gente disposta a passar por isso. Eu, por exemplo, não aproveitei enquanto podia. Sempre me pareceu absurdo que desse tanto trabalho sair duma organização que até recém-nascidos aceita.
Agora parece que já nem assim. Na Irlanda, a campanha de apostasia foi suspensa porque a Igreja Católica deixou de processar estes pedidos. Uma alteração do direito canónico, em Agosto, fez com que já não seja permitida a saída formal da Igreja Católica.
Mas sobra ainda a via da excomunhão. Suponho que continuem a ter de excomungar quem rejeita o espírito santo. Eu rejeito, caso não soubessem. Esse, a fada dos dentes, o Pai Natal, e o que mais quiserem. Julgo que não faz sentido continuarem a contar-me entre os católicos.
Até porque, em 1949, Pio XII excomungou todos os católicos que apoiavam o comunismo. E em 1996 a excomungaram o grupo católico Call to Action por reivindicar o sacerdócio das mulheres, o fim do celibato e outras reformas. Dados estes precedentes, podiam fazer o jeitinho e excomungar os ateus todos de uma vez. Ficava tudo em pratos limpos, deixavam de contar para as vossas estatísticas uma data de gente que não é católica e evitavam dar a impressão de que tirar pessoas da Igreja Católica é só mais um mecanismo de coerção e não uma opção que respeite quem não queira pertencer ao vosso clube.
Mas havia um buraco. Era possível, em adulto, deixar esta religião. Não era um buraco grande, porque era preciso tanta papelada e burocracia para formalizar a apostasia que, até recentemente, não havia muita gente disposta a passar por isso. Eu, por exemplo, não aproveitei enquanto podia. Sempre me pareceu absurdo que desse tanto trabalho sair duma organização que até recém-nascidos aceita.
Agora parece que já nem assim. Na Irlanda, a campanha de apostasia foi suspensa porque a Igreja Católica deixou de processar estes pedidos. Uma alteração do direito canónico, em Agosto, fez com que já não seja permitida a saída formal da Igreja Católica.
Mas sobra ainda a via da excomunhão. Suponho que continuem a ter de excomungar quem rejeita o espírito santo. Eu rejeito, caso não soubessem. Esse, a fada dos dentes, o Pai Natal, e o que mais quiserem. Julgo que não faz sentido continuarem a contar-me entre os católicos.
Até porque, em 1949, Pio XII excomungou todos os católicos que apoiavam o comunismo. E em 1996 a excomungaram o grupo católico Call to Action por reivindicar o sacerdócio das mulheres, o fim do celibato e outras reformas. Dados estes precedentes, podiam fazer o jeitinho e excomungar os ateus todos de uma vez. Ficava tudo em pratos limpos, deixavam de contar para as vossas estatísticas uma data de gente que não é católica e evitavam dar a impressão de que tirar pessoas da Igreja Católica é só mais um mecanismo de coerção e não uma opção que respeite quem não queira pertencer ao vosso clube.
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