quinta-feira, outubro 21, 2010

A Espanha vai mal

Acabou-se a paz social. A greve geral do passado dia 29 de Setembro contra a reforma laboral decidida pelo governo de José Luis Rodríguez Zapatero constitui a abertura de um período social provavelmente agitado.

O Governo prometeu apresentar ao Congresso, antes do final do ano, um novo projecto de lei que pretende elevar de 65 para 67 anos a idade legal de aposentação e aumentar o período de cálculo, para fixar a quantia da pensão, dos últimos 15 anos de vida activa para os últimos 20… Somado à reforma laboral e ao decretaço de Maio passado que baixou o salário dos funcionários públicos, congelou as pensões e cortou os gastos em obras públicas, este projecto faz crescer a ira das organizações sindicais e de boa parte dos assalariados.

De antemão, o primieiro-ministro apresentou as suas decisões como irrevogáveis: «No dia a seguir à greve geral – alardeou em Tóquio a 1 de Setembro – continuaremos com a mesma atitude». O que incita os sindicatos a prever já novas jornadas de protesto.

Na sua intransigência, o Executivo espanhol segue o modelo de outros governos europeus. Em França, apesar de três recentes mobilizações massivas contra a reforma das pensões, o presidente Nicolas Sarkozy reiterou que não modificará a lei. Na Grécia, seis greves gerais em seis meses foram ignoradas pelo primeiro-ministro Yorgos Papandreu.

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