A qualificação mais importante para o Prêmio Nobel é muitas vezes a longevidade. Agora é 85 anos e com a saúde debilitada; o Prof. Edwards era um estudante dena Universidade de Edimburgo, na Escócia, quando concebeu a ideia de fertilização in vitro (FIV). O seu colega cirurgião Patrick Steptoe morreu em 1988. A Igreja Católica, que se opõe a FIV, criou a superstição de que, no momento em que os gâmetas haplóides masculino e feminino se entrelaçam no útero para formar uma zigoto diplóide, o Espírito Santo atribui-lhe uma alma, surgindo assim uma pessoa. O Presidente da Academia Pontifícia para a Vida, que é o porta-voz do Vaticano sobre ética médica, criticou a escolha de Edwards como "completamente disfuncional. Sem Edwards não existiriam frigoríficos cheios de embriões à espera de ser usados para pesquisa ou à espera de morrer abandonados e esquecidos por todos. " Coitados. Mas ele não está a falar sobre uma pessoa ou mesmo sobre um embrião, porque se trata de uma única célula indiferenciada, que é humana apenas na medida em que contém DNA humano. O mesmo acontece com as aparas das minhas unhas - mas eu não faço luto por elas. O mundo não precisa nem das superstições arcaicas da religião, nem de mais crianças indesejadas. Toda a criança FIV é uma criança desejada."
Robert Park
Na imagem: O Prof. Edwards, a mãe da primeira bebé-proveta, a primeiira bebé-proveta (Louise Brown) e a filha desta (nascida de parto natural), numa foto de há dois anos.
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