Este artigo assinala a grande importância que a Greve Geral tem para defender o bem-estar social e a qualidade de vida das classes populares em Espanha. A continuação das políticas propostas de austeridade de despesa pública social, bem como as medidas tendentes a debilitar os sindicatos e a diminuir os salários, são injustas e profundamente erróneas. O que na verdade a Espanha precisa são políticas económicas e sociais de expansão de despesa pública social que estimulem a economia, opostas às que estão a ser promovidas tanto pelo Governo como pelos partidos conservadores e neoliberais na oposição.
Agradeço à direcção do Público [espanhol] que me permita adiantar esta semana a coluna que escrevo cada quinta-feira neste diário com a finalidade de alentar o leitor, hoje quarta-feira 29 de Setembro, a que se some à Greve Geral, um evento de extraordinária importância, com amplas repercussões sobre o bem-estar da população em Espanha, e muito em particular, das suas classes populares. O establishment espanhol (as instituições, forças políticas, grupos empresariais e financeiros e maiores meios de informação que dominam a vida política, económica, financeira e mediática do país) está a impor políticas com o objectivo último de diminuir os salários dos trabalhadores e cortar o financiamento do já pouco desenvolvido estado de bem-estar (a despesa pública social por habitante continua na cauda da UE-15, o grupo de países da UE mais próximos de nós pelo seu nível de desenvolvimento económico). A única diferença entre os diferentes sectores do establishment é a intensidade dos cortes. As direitas na oposição estão inclusive a pedir mais cortes. O PP, CIU e PNV estão a pedir mais reduções do número de trabalhadores nos serviços públicos do estado de bem-estar (saúde, educação, serviços domiciliários, jardins de infância, entre outros), no país que tem menos funcionários públicos da UE-15 (10% da população adulta, comparado com 15% na UE-15 e 25% na Suécia). Nunca antes durante a democracia, o estado de bem-estar e a qualidade de vida da população tinham estado tão ameaçados. Não há dúvida que estas políticas afectarão negativamente a grande maioria dos leitores e os seus descendentes.
Agradeço à direcção do Público [espanhol] que me permita adiantar esta semana a coluna que escrevo cada quinta-feira neste diário com a finalidade de alentar o leitor, hoje quarta-feira 29 de Setembro, a que se some à Greve Geral, um evento de extraordinária importância, com amplas repercussões sobre o bem-estar da população em Espanha, e muito em particular, das suas classes populares. O establishment espanhol (as instituições, forças políticas, grupos empresariais e financeiros e maiores meios de informação que dominam a vida política, económica, financeira e mediática do país) está a impor políticas com o objectivo último de diminuir os salários dos trabalhadores e cortar o financiamento do já pouco desenvolvido estado de bem-estar (a despesa pública social por habitante continua na cauda da UE-15, o grupo de países da UE mais próximos de nós pelo seu nível de desenvolvimento económico). A única diferença entre os diferentes sectores do establishment é a intensidade dos cortes. As direitas na oposição estão inclusive a pedir mais cortes. O PP, CIU e PNV estão a pedir mais reduções do número de trabalhadores nos serviços públicos do estado de bem-estar (saúde, educação, serviços domiciliários, jardins de infância, entre outros), no país que tem menos funcionários públicos da UE-15 (10% da população adulta, comparado com 15% na UE-15 e 25% na Suécia). Nunca antes durante a democracia, o estado de bem-estar e a qualidade de vida da população tinham estado tão ameaçados. Não há dúvida que estas políticas afectarão negativamente a grande maioria dos leitores e os seus descendentes.
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