quinta-feira, outubro 21, 2010

Novas detenções na Grécia

Em 17 de setembro de 2010, às 11h20, três encapuzado/as assaltaram um banco à mão armada na pequena cidade de Psahna, localizado na ilha de Evia (cerca de 150 km ao norte de Atenas). Meia hora depois, em uma estrada rural perto de Halkida, a capital da ilha, foram detidos/as o/as três companheiro/as, dois homens, de 27 e 28 anos, e uma mulher, de 35 anos. O/as três foram levado/as para a delegacia de Halkida, onde depois se descobriu que eram anarquistas. Um dos companheiros é Mihalis, que foi preso durante os distúrbios na Cúpula de Tessalônica em 2003 e, junto a dois companheiros espanhóis e outros mais, ganhou a sua liberdade através de uma greve de fome que ficou conhecida coma a dos "7 de Tessalônica".

Tomando com base testemunhas corruptas (um dos testemunho, um Kiosquero, supostamente reconheceu um dos companheiros como a pessoa que antes do roubo pediu uma informação "Desculpe-me, mas onde fica o banco?"), os dois homens foram acusados pelas autoridades do roubo e a companheira de "auxílio na fuga."

O/as companheiro/as não tinham nada no momento da prisão (sem armas ou "malotes de dinheiro") e tampouco os registros de suas casas (todo/as o/as três vivem em Atenas) revelaram algo mais do que "capuzes, 4 balas de 9 milímetros e outros objetos que estão sendo investigados”.

No entanto, os dois estão agora presos e a companheira foi posta em liberdade condicional. Espera-se que em breve escrevam algo de dentro da prisão, declarando assim a sua posição em relação às acusações etc.

Libertários são acusados de assaltarem banco

Por outro lado, no verão passado, duas pessoas libertárias de Atenas foram presas na ilha de Rodes e acusadas de assalto a uma agência bancária. Recentemente, um deles publicou uma carta explicando o que aconteceu:

Companheiros e companheiras,

Em 16 de agosto de 2010 fui preso em Rodos e acusado de assaltar um banco. Ao ultrapassar a percepção bipolar da "inocência/culpa" e por se recusar a cooperar com as autoridades, o promotor e o juiz decidiram por unanimidade pela minha prisão imediata. Antes disso houve um exaustivo interrogatório por agentes uniformizados do poder, tanto locais como os que vieram de Atenas. As investigações foram dirigidas obviamente pela Segurança do Estado, enviaram um secreta desde a delegacia de Exarchia para me reconhecer e passar informações para as autoridades locais. Eles também tentaram, sem sucesso, envolver no caso alguns amigos pessoais e outros companheiros.

Então, de modo incomum, me trancaram nas celas da polícia de Rodes. Lá fui "visitado" por dois psicólogos com o objetivo de verificar e descobri o que eles chamam de "perfil psicológico". De repente, eles decidiram me mudar para a Divisão de Transferência da Avenida Petrou Ralli em Atenas, e ali os gestores se recusaram a dizer para qual prisão iam me levar. Depois de uma exaustiva permanência lá, me disseram que ia para Alikarnassos e apenas no último momento eu consegui informar a minha família e os companheiros sobre o meu destino. Todos estes traslados foram do modo que sabemos, para quebrar todos os traços de dignidade humana, enquanto a escolha da prisão não foi certamente acidental. Por todos esses motivos eu não tive tempo para declarar a minha posição sobre o caso. O escrito jurídico ainda não terminou e eles ainda estão coletando provas e por este motivo, quando eu puder, vou escrever mais longamente a respeito das minhas posições sobre diversas questões, tanto para o movimento como em geral.

Dirijo uma saudação companheirista a todas e todos que estiveram ao meu lado e que me ajudaram de muitas maneiras. Também saúdo a todo/as o/as que participam na, tão importante, tentativa de criar o Fundo de Solidariedade com o/as Preso/as, iniciativa em que também participo desde o início.

Liberdade a todo/as os que estão dentro dos calabouços!

Solidariedade com todo/as o/as companheiro/as perseguido/as!

Solidariedade com Vagelis Pallis, um preso lutador!

Thodoris Delis

Prisão de Alikarnassos

agência de notícias anarquistas-ana

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