sexta-feira, outubro 08, 2010

O movimento pela verdade sobre o 11 de Setembro terá sido neutralizado?

"Wishful Thinking", esta expressão anglo-saxónica significa "tomar seus desejos pela realidade". Seja qual for o assunto, da autenticidade ou não do Sudário de Turim aos atentados do 11 de Setembro de 2001, como se aproximar da verdade sem tomar os desejos pela realidade?

No Ocidente, nos países ditos desenvolvidos, e em oposição os países do Terceiro Mundo, é uma convicção indiscutível a impossibilidade de que um dos nossos governos, ou uma das nossas instituições oficiais sejam criminosos ou possam encobrir actividades criminosas. Isso pode acontecer na República Democrática do Congo, no Irão, no Afeganistão, mas não na nossa casa, no Ocidente. Pode haver uma maçã podre, ou algumas, mas isso jamais se refere a todo o sistema e de qualquer forma estas maçãs podres acabam por ser eliminadas. "Nós temos um sistema de controle e de correcção digno de fé". É um credo profundamente embutido no nosso inconsciente que, contudo, nenhuma investigação honesta (leituras, análises, reflexões) irá confirmar. Muito pelo contrário, infelizmente. Esta convicção de que o nosso sistema, fora excepções, é fundamentalmente são não é construída sobre nenhuma confirmação objectiva, mas sim sobre uma crença que nos afasta irremediavelmente da verdade.

A eleição em 2008 de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos é um exemplo perfeito de "wishful thinking". Sem nada saber do seu passado, das suas frequentações, dos seus financiadores, para todas estas milhões de pessoas, o primeiro presidente negro deste país não podia ser, forçosamente, senão alguém de bem (a good guy) que se esforçaria obrigatoriamente por reparar as malfeitorias da administração anterior. Isto era possível, efectivamente, e esperá-lo era uma coisa. Mas em que era isto evidente? Por que ele é negro e sorridente? Persuasivo e louvado por toda a imprensa? Democrata e com a boca cheia de promessas correspondendo exactamente ao que todo o mundo queria ouvir?

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