10. Proudhon, Apologista da Guerra
Esta afirmação funda-se no livro de Proudhon “A Guerra e a Paz”. Com efeito, Proudhon queria mostrar que a sociedade se encontrava num estado de tensões perpétuas entre os diferentes grupos sociais que a compõem, que o máximo de tensão, quer dizer a guerra, não era, nas sociedades capitalistas, mais um dos meios mais brutais de resolução das contradições económicas. Que a vida em sociedade tem lugar sob o signo do conflito, que a criatividade, quer dizer a livre expressão da vida, e o progresso não podem realizar-se a não ser que se faça luz para se resolverem. Que é preciso procurar em permanência as formas de organização social que permite aos conflitos aparecer e aprender a suportar os estados de tensão.
Os trabalhos de Gerard Mendel sobre o tema, fundado na relação psicanalítica e societária, confirmam com claridade o pensamento proudhoniano sobre este ponto. Claro, o esquema explicativo é bastante diferente. Proudhon faz uma análise sociológica do funcionamento da sociedade e conclui, para preservar as possibilidades do movimento social, na instituição de estruturas sociais conflituais. Mendel tenta fazer a junção entre todos os condicionamentos culturais impostos à pessoa pelas instituições, a todas as fases do seu desenvolvimento, e as consequências psico-afectivas, no quadro duma análise social e psicanalítica, e que tem sobre o seu comportamento social. Mas o objectivo não é o mesmo para Proudhon e Mendel? Quer dizer determinar em que condições organizacionais e institucionais a autonomia da pessoa pode ser salvaguardada.
Esta afirmação funda-se no livro de Proudhon “A Guerra e a Paz”. Com efeito, Proudhon queria mostrar que a sociedade se encontrava num estado de tensões perpétuas entre os diferentes grupos sociais que a compõem, que o máximo de tensão, quer dizer a guerra, não era, nas sociedades capitalistas, mais um dos meios mais brutais de resolução das contradições económicas. Que a vida em sociedade tem lugar sob o signo do conflito, que a criatividade, quer dizer a livre expressão da vida, e o progresso não podem realizar-se a não ser que se faça luz para se resolverem. Que é preciso procurar em permanência as formas de organização social que permite aos conflitos aparecer e aprender a suportar os estados de tensão.
Os trabalhos de Gerard Mendel sobre o tema, fundado na relação psicanalítica e societária, confirmam com claridade o pensamento proudhoniano sobre este ponto. Claro, o esquema explicativo é bastante diferente. Proudhon faz uma análise sociológica do funcionamento da sociedade e conclui, para preservar as possibilidades do movimento social, na instituição de estruturas sociais conflituais. Mendel tenta fazer a junção entre todos os condicionamentos culturais impostos à pessoa pelas instituições, a todas as fases do seu desenvolvimento, e as consequências psico-afectivas, no quadro duma análise social e psicanalítica, e que tem sobre o seu comportamento social. Mas o objectivo não é o mesmo para Proudhon e Mendel? Quer dizer determinar em que condições organizacionais e institucionais a autonomia da pessoa pode ser salvaguardada.
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