III
O pluralismo de Proudhon explica o desenvolvimento lógico da sua obra. A sua crítica da propriedade capitalista visa um “atomismo” individualista (doutrina que na sociedade não é mais que uma adição de indivíduos) de onde parte a negação da existência real da produtividade própria dos “seres colectivos” e a atribuição induzida aos capitalistas do excedente produzido criado pela “força colectiva” (teoria da prelibação capitalista). A sua condenação do absolutismo estadual, de direita ou de esquerda, é a de um totalitarismo social, sistema que nega as manifestações autónomas das pessoas colectivas e individuais; donde a sua concepção do Estado como colectivo dominante, um aparelho burocrático, e de seguida a atribuição induzida neste último das “forças públicas” próprias às colectividades e pessoas de base (teoria da mais-valia estadual). O seu duplo ataque contra o espiritualismo integrista e do materialismo integral visa uma mesma unidade dogmática erguendo de um princípio dominador um só elemento da pluralidade social. Ele não é até nos seus diatribes pedagógicos onde, denunciando a ”separação da inteligência e da actividade”, “a escolaridade e a aprendizagem”, do homem “um autómato e um abstracto”, combate a absolutização, negação da relação pluralista (teoria crítica do misticismo idealista e materialista).
Um realismo completo, respeitando a diversidade e o desenvolvimento antinómico dos seres e das coisas, domina o seu pensamento. A anarquia (autogestação negativa) ou negação da autoridade do homem sobre o homem constituía o anti-sistema de Proudhon: o anti-capitalismo, “ou negação da exploração do homem pelo homem”, o anti-estadismo, “ou negação do governo do homem pelo homem”, o anti-teísmo (antimisticismo do espírito e da matéria), ou “negação da adoração do homem pelo homem”, são os corolários.
O pluralismo de Proudhon explica o desenvolvimento lógico da sua obra. A sua crítica da propriedade capitalista visa um “atomismo” individualista (doutrina que na sociedade não é mais que uma adição de indivíduos) de onde parte a negação da existência real da produtividade própria dos “seres colectivos” e a atribuição induzida aos capitalistas do excedente produzido criado pela “força colectiva” (teoria da prelibação capitalista). A sua condenação do absolutismo estadual, de direita ou de esquerda, é a de um totalitarismo social, sistema que nega as manifestações autónomas das pessoas colectivas e individuais; donde a sua concepção do Estado como colectivo dominante, um aparelho burocrático, e de seguida a atribuição induzida neste último das “forças públicas” próprias às colectividades e pessoas de base (teoria da mais-valia estadual). O seu duplo ataque contra o espiritualismo integrista e do materialismo integral visa uma mesma unidade dogmática erguendo de um princípio dominador um só elemento da pluralidade social. Ele não é até nos seus diatribes pedagógicos onde, denunciando a ”separação da inteligência e da actividade”, “a escolaridade e a aprendizagem”, do homem “um autómato e um abstracto”, combate a absolutização, negação da relação pluralista (teoria crítica do misticismo idealista e materialista).
Um realismo completo, respeitando a diversidade e o desenvolvimento antinómico dos seres e das coisas, domina o seu pensamento. A anarquia (autogestação negativa) ou negação da autoridade do homem sobre o homem constituía o anti-sistema de Proudhon: o anti-capitalismo, “ou negação da exploração do homem pelo homem”, o anti-estadismo, “ou negação do governo do homem pelo homem”, o anti-teísmo (antimisticismo do espírito e da matéria), ou “negação da adoração do homem pelo homem”, são os corolários.
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