TESES SOBRE PROUDHON
VIII
O único humanismo capaz de combater o Estado e o capitalismo é o do homo proudhonianus.
A derrota do pensamento não está generalizada e o triunfo da barbárie ainda não é efectivo. O intuito de um pensamento crítico e reflexivo consiste sempre em opor a cultura às forças sombrias e retrógradas, de certo modo a reactualizar a mensagem e o poder das Luzes que presidiam à Revolução Francesa e à revolução de 48. Os objectivos dessa época permanecem actuais: a autonomia da razão, a reflexão livre, desembaraçada dos laços dominantes do momento, a irradiação da condição passiva, a fim de celebrar a actividade, a positividade e o voluntarismo tanto ético como estético, o livre pensamento em oposição a todas as formas de religião e de comunitarismo, a desconfiança e a suspeição, se não mesmo o ódio, em relação a tudo o que é gregário.
Poucos, à excepção de Proudhon, fizeram um elogio da liberdade que fosse secundado por uma crítica da autoridade e do autoritarismo sob todas as suas formas.
Os mais esquecidos constituem um fermento mais eficaz para as revoltas consequentes ou para as revoluções, do que os postos avançados do proletariado esclarecido.
Todo e qualquer projecto de emancipação social nunca poderá consumar-se na base do pressuposto da luta de classes polarizada à volta do proletariado e da burguesia.
“Destruam et Aedificabo”. Interpreto esta sentença em Proudhon, como a vontade da mudança, como a vontade da transformação. Tudo o que adie uma tomada real de decisão assegura um seguro certificado de óbito às reivindicações.
Antes de chegar à hipótese de uma reactualização das soluções propostas por Proudhon, é preciso desejar a revolução copérnica, acabando com a submissão dos homens à economia capitalista e o seu desvario generalizado, a fim de submeter a economia a um projecto hedonista de vida em comum. Não mais servir o capital, mas pô-lo à disposição dos homens . O triunfo do capitalismo assinou a sentença de morte do elemento político e da política, em proveito de um elogio puro e simples da técnica de administração dos homens enquanto bens.
VIII
O único humanismo capaz de combater o Estado e o capitalismo é o do homo proudhonianus.
A derrota do pensamento não está generalizada e o triunfo da barbárie ainda não é efectivo. O intuito de um pensamento crítico e reflexivo consiste sempre em opor a cultura às forças sombrias e retrógradas, de certo modo a reactualizar a mensagem e o poder das Luzes que presidiam à Revolução Francesa e à revolução de 48. Os objectivos dessa época permanecem actuais: a autonomia da razão, a reflexão livre, desembaraçada dos laços dominantes do momento, a irradiação da condição passiva, a fim de celebrar a actividade, a positividade e o voluntarismo tanto ético como estético, o livre pensamento em oposição a todas as formas de religião e de comunitarismo, a desconfiança e a suspeição, se não mesmo o ódio, em relação a tudo o que é gregário.
Poucos, à excepção de Proudhon, fizeram um elogio da liberdade que fosse secundado por uma crítica da autoridade e do autoritarismo sob todas as suas formas.
Os mais esquecidos constituem um fermento mais eficaz para as revoltas consequentes ou para as revoluções, do que os postos avançados do proletariado esclarecido.
Todo e qualquer projecto de emancipação social nunca poderá consumar-se na base do pressuposto da luta de classes polarizada à volta do proletariado e da burguesia.
“Destruam et Aedificabo”. Interpreto esta sentença em Proudhon, como a vontade da mudança, como a vontade da transformação. Tudo o que adie uma tomada real de decisão assegura um seguro certificado de óbito às reivindicações.
Antes de chegar à hipótese de uma reactualização das soluções propostas por Proudhon, é preciso desejar a revolução copérnica, acabando com a submissão dos homens à economia capitalista e o seu desvario generalizado, a fim de submeter a economia a um projecto hedonista de vida em comum. Não mais servir o capital, mas pô-lo à disposição dos homens . O triunfo do capitalismo assinou a sentença de morte do elemento político e da política, em proveito de um elogio puro e simples da técnica de administração dos homens enquanto bens.
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