Há tempos atrás, a maior preocupação do Império Português era a sua perpetuação como potência imperial em territórios de ultramar, com domínios que iam desde o Brasil até à Índia, bordejando a costa africana e com presença imperial em torno do globo. Os seus inimigos podiam ser bem definidos, e não eram outros que os que podiam pôr em perigo as suas preciosas colónias, tais como o Império Britânico, a Holanda ou a Coroa de Castela. Infelizmente para a sua população, hoje a sua principal ameaça não tem rosto, nem exército, nem sequer tem um território, nem um presidente bem definido, são antes as iniciais que hoje se impõem à soberania portuguesa: o FMI e a UE.
Depois de mais de oito séculos a lutar contra a ocupação britânica, o governo irlandês cedeu perante outro tipo de ocupação, a das pressões da União Europeia, que forçará o país a impor medidas de austeridade insultantes para uma população que viu como se injectava dinheiro de forma indiscriminada nos bancos irlandeses em perigo de falência. Depois da Irlanda, o ponto de mira dos mercados virou-se para o território português, que na sexta-feira votará no parlamento um orçamento de austeridade que tem como objectivo travar o déficit do país de 7,3% para 4,6% do PIB, e fá-lo-á tal e como nos têm acostumado os governantes europeus a expensas do Fundo Monetário Internacional, isto é, mediante o corte do gasto social, o congelamento das pensões, a subida de impostos sobre o consumo, e a redução dos salários públicos. Tudo isso suporá um aumento generalizado do custo de vida. Portugal é, além disso, o terceiro país da UE com uma maior percentagem de insegurança laboral, atrás da Polónia e de Espanha, e tem uma taxa de desemprego de 10,9%. A dívida pública atinge os 161 mil milhões de euros, valor que ronda 82% do seu PIB.
Depois de mais de oito séculos a lutar contra a ocupação britânica, o governo irlandês cedeu perante outro tipo de ocupação, a das pressões da União Europeia, que forçará o país a impor medidas de austeridade insultantes para uma população que viu como se injectava dinheiro de forma indiscriminada nos bancos irlandeses em perigo de falência. Depois da Irlanda, o ponto de mira dos mercados virou-se para o território português, que na sexta-feira votará no parlamento um orçamento de austeridade que tem como objectivo travar o déficit do país de 7,3% para 4,6% do PIB, e fá-lo-á tal e como nos têm acostumado os governantes europeus a expensas do Fundo Monetário Internacional, isto é, mediante o corte do gasto social, o congelamento das pensões, a subida de impostos sobre o consumo, e a redução dos salários públicos. Tudo isso suporá um aumento generalizado do custo de vida. Portugal é, além disso, o terceiro país da UE com uma maior percentagem de insegurança laboral, atrás da Polónia e de Espanha, e tem uma taxa de desemprego de 10,9%. A dívida pública atinge os 161 mil milhões de euros, valor que ronda 82% do seu PIB.
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