segunda-feira, dezembro 20, 2010

Da forte suspeita à evidência

Voos da CIA
Governo vai pondo as barbas de molho

Desde que as últimas denúncias da WikiLeaks sobre os voos da CIA vieram a público, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o governo têm-se desdobrado em explicações com o fito de negar as evidências. Mas se observarmos em pormenor as declarações, percebe-se que o ministério e o governo estão sobretudo a acautelar prováveis desenvolvimentos do caso que venham desmentir, pura e simplesmente, a tese oficial de que “não houve nada”.

Atente-se nas declarações do ministro Luís Amado.
Diz ele que não houve nenhum pedido formal da parte dos EUA ao governo português para a passagem dos aviões com prisioneiros vindos de Guantânamo; que não foi, por isso, dada nenhuma autorização pelos responsáveis portugueses; que se houve operações secretas elas não foram do conhecimento português … por serem secretas; que as autoridades norte-americanas deram “as garantias possíveis” sobre a legalidade dos voos e “(eu, Luís Amado) aceitei-as como boas”.

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