quarta-feira, janeiro 26, 2011

O retorno do emprego na indústria

O retorno do emprego na indústria ou saudades de um passado que não volta mais

Começa surgir na imprensa um forte debate sobre qual capitalismo deverá ressurgir após o tão esperado estancamento da crise. Dizem que Obama e sua corte de economistas preferem que nas cinzas ainda em brasa seja erguido um novo edifício aonde se priorize a indústria com vistas ao mercado externo. É voz corrente entre assíduos frequentadores dos salões palaciano da Casa Branca, que o Presidente americano assumiu a tese da necessidade da expansão do emprego industrial como forma de reduzir o desemprego e se contrapor ao surgimento de novas bolhas. A economia americana, centrada em serviços, com a indústria contribuindo com apenas 8% do total de empregos, teria que elevar esse número para aproximadamente 25%, segundo os defensores da tese de que só com esses níveis de emprego industrial seria possível barrar o surgimento de outras bolhas e melhorar a média salarial do trabalhador americano. Parece haver uma importante contribuição dos desenvolvimentistas tupiniquins ao que hoje é defendido na América do Norte.

Porém, os detratores dos industrialistas tradicionais, ao atacarem, dizem que poucos sabem sobre a tendência “natural” aos serviços das economias maduras. Para eles não é a indústria produtora da vulgar e palpável mercadoria que deve receber a atenção do Governo, estas podem ser fabricadas a preços módicos no sujo e ávido por lucro mundo em desenvolvimento e ainda culpa-los pelos desastres sociais e ecológicos que ceifam vidas. Acreditam que a atenção deve ser dirigida as indústrias de bens imateriais, como Facebook, Google etc., e aquelas que se propõe gerar energia limpa para ansiosos consumidores. Centrar o esforço nas indústrias de alta tecnologia, inclusive a militar, para suprir o mercado interno e exportar, é o que defendem.

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