Eu não sou presidente da República. Não fui eu quem chamou a Belém os "partidos da oposição" para viabilizarem um Orçamento com cortes injustos nos salários dos funcionários públicos. Não fui eu quem convocou o Conselho de Estado para mostrar ao País que era urgente aprovar um Orçamento que dispensa os mais ricos de pagarem a factura da crise. Que fique, pois, bem claro: não sou nem presidente nem candidato a presidente da República, não apadrinhei nem assinei esse Orçamento injusto para funcionários públicos e reformados. Pelo contrário: votei contra o dito, denunciei todas essas injustiças e até apontei alternativas.
Nem sou Pilatos nem suporto os que se comportam como tal, sacudindo as mãos das suas próprias responsabilidades. Cavaco, presidente da República, apadrinhou e promulgou os cortes nos salários dos funcionários públicos, patrocinou e subscreveu as propostas do PS que isentavam os mais ricos e poderosos de pagarem a factura da crise. O mesmo Cavaco, candidato a presidente, disse, porém, num acto de caça ao voto que afinal "há injustiça nos cortes dos salários dos funcionários públicos" e verberou os que, com "muito maiores rendimentos, não foram chamados a dar o seu contributo" (…).
Nem sou Pilatos nem suporto os que se comportam como tal, sacudindo as mãos das suas próprias responsabilidades. Cavaco, presidente da República, apadrinhou e promulgou os cortes nos salários dos funcionários públicos, patrocinou e subscreveu as propostas do PS que isentavam os mais ricos e poderosos de pagarem a factura da crise. O mesmo Cavaco, candidato a presidente, disse, porém, num acto de caça ao voto que afinal "há injustiça nos cortes dos salários dos funcionários públicos" e verberou os que, com "muito maiores rendimentos, não foram chamados a dar o seu contributo" (…).
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