quarta-feira, janeiro 26, 2011

Washington face à cólera do povo tunisino

As grandes potências não gostam das perturbações políticas que escapam ao seu controle e contrariam seus planos. Os acontecimentos que desde há um mês fazem vibrar a Tunísia não escapam a esta regra, muito pelo contrário.

É portanto pelo menos surpreendente que os grandes media internacionais, seguidores indefectíveis do sistema de dominação mundial, se entusiasmem subitamente pela "Revolução do jasmim" e multipliquem os inquéritos e reportagens sobre a fortuna dos Ben Ali que até então ignoravam, apesar do seu luxo ostentoso. É que os ocidentais correm após uma situação que escapou das suas mãos e que desejariam recuperar descrevendo-a de acordo com os seus desejos.

Antes de tudo, convém lembrar que o regime de Ben Ali era sustentado pelos Estados Unidos, Israel, França e Itália.

Considerado por Washington como um Estado de importância menor, a Tunísia era utilizada no plano securitário, mais do que no económico. Em 1987, é organizado um golpe de Estado soft para depor o presidente Habib Bourguiba em proveito do seu ministro do Interior, Zine el-Abidine Ben Ali. Este é um agente da CIA formado na Senior Intelligence School de Fort Holabird. Segundo certos elementos recentes, a Itália e a Argélia teriam estado associadas a esta tomada de poder.

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