sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Porque não são julgados os ex-ministros?

Portucale & Companhia
Porque não são julgados os ex-ministros?

Abel Pinheiro, ex-dirigente do CDS-PP e arguido no processo Portucale, falou aos jornalistas à saída da primeira sessão do julgamento do processo Portucale. Afirmou ter sido “apenas um mensageiro” de um pedido ao ex-ministro do Ambiente Nobre Guedes para assinar o despacho que permitia o abate de mais de dois mil sobreiros, em Benavente. Acrescentou, ainda, que essa função de mensageiro “era perfeitamente legítima” e que “estava a exercer funções públicas atribuídas pela comissão executiva do partido”, da qual fazia parte.

Onze arguidos, entre os quais Abel Pinheiro (por cujas mãos passaram várias versões prévias do despacho de Nobre Guedes favorável ao Grupo Espírito Santo), começaram a ser julgados, no dia 2 de Fevereiro, num processo relacionado com o abate de mais de dois mil sobreiros, na herdade da Vargem Fresca, em Benavente, para a construção de um projecto turístico-imobiliário da empresa Portucale, do Grupo Espírito Santo (GES).

Os arguidos que agora começaram a ser julgados são: Abel Pinheiro, Carlos Calvário, José Manuel de Sousa e Luís Horta e Costa (estes três ligados ao GES), António de Sousa Macedo (ex-diretor geral das Florestas), Manuel Rebelo (ex-membro da Direção-Geral das Florestas), António Ferreira Gonçalves (ex-chefe do Núcleo Florestal do Ribatejo), João Carvalho, Teresa Godinho, Eunice Tinta e José António Valadas (funcionários do CDS).

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