terça-feira, março 15, 2011

A Líbia, a esquerda europeia e o retorno do imperialismo humanitário

Doze anos depois, é a história do Kosovo que se repete. Centenas de milhares de mortos iraquianos, a NATO colocada numa posição insustentável no Afeganistão, e eles nada aprenderam! A guerra do Kosovo foi lançada para travar um genocídio inexistente, a guerra afegã para proteger as mulheres (vá verificar a sua situação actualmente) e a guerra do Iraque para proteger os curdos. Quando é que eles vão compreender que sempre se afirmou que as guerras são justificadas por razões humanitárias? Mesmo Hitler "protegia as minorias" na Checoslováquia e na Polónia.

Todos eles estão lá: os "Verdes" com José Bové, agora aliado a Daniel Cohn-Bendit, que sempre apoiou as guerras da NATO e, naturalmente, Bernard-Henry Levy e Bernard Kouchner, apelando a uma espécie de "intervenção humanitária" na Líbia, mas também, por vezes, os partidos da esquerda europeia (que reagrupa os partidos comunistas europeus "moderados"); diferentes grupos "radicais" censuram a esquerda da América Latina, cujas posições são bem mais sensatas, por agirem como idiotas úteis do tirano líbio. Um artigo recente da Liga Comunista Revolucionária (belga), falando do "fracasso do chavismo", é um bom exemplo desta atitude. Embora os trotsquistas nunca tenha conhecido a responsabilidade do poder e nunca tenham tido a obrigação de responder ao povo que pretendem representar, lançam-se em críticas virulentas a Chavez, que é regularmente eleito à frente de um grande país (e os trotsquistas não adoram a democracia?) sem procurar compreender porque a esquerda latino-americano vê, com razão, a ingerência americana como "o inimigo principal" e, sem dúvida porque ela está mal informada, não confia nos trotsquistas europeus para travar a NATO.

Doze anos depois, é a história do Kosovo que se repete. Centenas de milhares de mortos iraquianos, a NATO colocada numa posição insustentável no Afeganistão, e eles nada aprenderam! A guerra do Kosovo foi lançada para travar um genocídio inexistente, a guerra afegã para proteger as mulheres (vá verificar a sua situação actualmente) e a guerra do Iraque para proteger os curdos. Quando é que eles vão compreender que sempre se afirmou que as guerras são justificadas por razões humanitárias? Mesmo Hitler "protegia as minorias" na Checoslováquia e na Polónia.

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