A 12 de Março, numa altura em que os rebeldes líbios estavam a perder terreno no país, uma reunião que juntou no Cairo os ministros dos Negócios Estrangeiros da Liga Árabe decidiu pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) que impusesse uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia. A Argélia e a Síria exprimiram reservas. A Liga Árabe confirmou também que o governo de Muammar Kadhafi tinha perdido a legitimidade e que iria abrir o diálogo com a oposição. Esta suspensão por parte da Liga Árabe da participação de um governo na sequência da sua política “interna”, encetando contactos com a oposição, é uma posição sem precedentes na história da organização. Além disso, a Liga opôs-se também a qualquer intervenção militar na Líbia, ao mesmo tempo que no Sul se exprimem muitas preocupações perante qualquer decisão ocidental que seja unilateral.
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