Num restaurante muito pacato de uma terra muito pacata deste pacato país, um grupo alargado de crianças-adolescentes ou de adolescentes-crianças jantavam. Sobretudo bebiam: vinho, muito, cerveja muita; refrigerantes poucos... tudo pela garrafa ou lata. Falavam altíssimo, riam altíssimo, levantavam-se, sentavam-se, saiam, entravam, corriam por entre as mesas, encalhavam nas mesas, telefonavam, pulavam, abraçavam-se…
Os comensais, incomodados, bichanavam a sua indignação de momento; o empregado do restaurante, em vão, pedia silêncio; uma mãe (parecia ser), acompanhava o grupo mas dissimulava o controlo. Tudo figuras mais do que insignificantes, invisíveis, para aqueles miúdos de treze, catorze, quinze anos, vestidos de adultos. Figuras essas que respiraram de alívio quando a gente que se inicia na vida foi para a rua, cantar os “parabéns a você”, pela enésima vez, partir garrafas, vomitar… Não, na sua pacatez, nenhuma fez nada que fosse além disso…
Grave o não fazer nada de educativo em situações como esta, se pensarmos, por exemplo, em Hannah Arendt quando ela escreveu que os mais novos não se educam a si sozinhos, nem uns aos outros.
Os comensais, incomodados, bichanavam a sua indignação de momento; o empregado do restaurante, em vão, pedia silêncio; uma mãe (parecia ser), acompanhava o grupo mas dissimulava o controlo. Tudo figuras mais do que insignificantes, invisíveis, para aqueles miúdos de treze, catorze, quinze anos, vestidos de adultos. Figuras essas que respiraram de alívio quando a gente que se inicia na vida foi para a rua, cantar os “parabéns a você”, pela enésima vez, partir garrafas, vomitar… Não, na sua pacatez, nenhuma fez nada que fosse além disso…
Grave o não fazer nada de educativo em situações como esta, se pensarmos, por exemplo, em Hannah Arendt quando ela escreveu que os mais novos não se educam a si sozinhos, nem uns aos outros.
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