domingo, abril 17, 2011

Uma denúncia da conspiração francesa para derrubar Gaddafi

De mentira em mentira, de discurso em discurso, tecem as reais potências e prepotências deste mundo a fábula e a teia que nos apanhará a todos, insignificantes insectos, actores de um teatrinho cujo guião desconhecemos, um drama do qual não somos autores. Reservam-nos o direito, apenas, a acreditar cegamente no teleponto que, magicamente, repete a mesma ladainha, em todos os lugares possíveis. Confortavelmente instalados nos seus magníficos gabinetes, decidem quem vive e quem morre; quantos desempregados ou privatizações serão necessárias para saciar a gula dos financeiros; contra que dissidentes farão a guerra; quantas mães, pais, crianças, morrerão na sua luta privada pelo domínio do mundo. Uma conspiração de estúpidos, onde os superlativos néscios papagueiam e consentem. As economias europeias e norte-americana, gigantes bolas de sabão, estão prestes a estourar. Desmantela-se o estado social, privatizam-se empresas públicas – cujo défice os contribuintes pagam, para que os privados possam auferir de majestosos lucros – e o povo… o povo passa à categoria de um incómodo excedentário, que urge iludir com falsas estatísticas. Fazem-nos crer, mesmo assim, que este é ainda o melhor mundo possível. Lugar de liberdade e civilidade, que urge exportar, à bomba. O mundo vive uma guerra expansionista e de dominação pura e dura. Guerra económica, política e militar.

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