Não há luz no fim do programa-tunel proposto pela troika FMI/BCE/UE.
Os seus vassalos – PS, PSD e CDS – procuram dourar a pílula.
Dizem eles que este pacote seria "melhor" do que o grego ou o irlandês.
Mentem e sabem que mentem.
Conduziram o país ao desastre e utilizam o próprio desastre para justificar medidas ainda mais gravosas.
Os efeitos de um tal pacote são cumulativos: com tais medidas, passa-se da actual estagnação para a contracção económica – o pacote provoca crescimento negativo.
Ao cabo dos três anos deste programa Portugal estaria pior do que está agora.
A genese da crise portuguesa foi a recuperação capitalista-monopolista, com a corrupção que lhe é inerente.
A adesão à UE levou à desindustrialização e a entrada no Euro à estagnação.
Enquanto estas amarras não forem rompidas a crise não será superada.
Não deveria haver timidez da parte das forças progressistas em denunciarem os efeitos do pacote. Eles podem ser antevistos desde já.
Nem tão pouco deveria haver timidez em propor as medidas de ruptura necessárias.
Os três anos do programa-tunel em que nos quer enfiar o FMI/BCE/UE desembocam em outro tunel ainda mais negro: o país estaria mais subdesenvolvido e menos produtivo do que hoje.
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