sábado, maio 07, 2011

Urânio empobrecido: as armas que não ousam dizer o seu nome

Estará a Líbia, como o Iraque, a ser bombardeada com armas radioactivas?

“O mísseis com ogivas de urânio empobrecido (DU) encaixam perfeitamente na descrição de bomba suja… Eu diria que é arma perfeita para matar montes de gente” (Marion Falk, físico-química, Laboratório Lawrence Livermore, Califórnia, EUA)

Nas primeiras 24 horas do ataque à Líbia, aviões norte-americanos B-2 despejaram 45 bombas de mil quilos. Não sabemos se estas bombas, mais os mísseis Cruzeiro lançados dos aviões e navios franceses e britânicos, contêm ogivas de DU. Mas se a prova passada do seu uso pelas forças militares dos EUA e Reino Unido serve de guia, pode muito bem acontecer que essas armas façam parte do bombardeio que a Líbia está a sofrer.

O DU é um detrito do processo de enriquecimento do minério de urânio. É usado em armas nucleares e em reactores. Por ser uma substância muito pesada (1,7 vezes mais densa que o chumbo), é muito valorizado pelos militares pela capacidade que tem de atravessar veículos blindados e edifícios. Quando uma arma com ogiva de DU atinge um objecto maciço, como o exterior de um tanque, atravessa-o e estoira numa nuvem de vapor. O vapor assenta na forma de poeira que é não só venenosa mas também radioactiva.

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