Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever! I write the verse and I find the rhyme I listen to the rhythm but the heartbeat`s mine. Por trás de uma grande fortuna está um grande crime-Honoré de Balzac. Este blog é a continuação de www.franciscotrindade.com que foi criado em 11/2000.35000 posts em 10 anos. Contacto: franciscotrindade4@gmail.com ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS
sábado, outubro 05, 2013
Desculpem qualquer coisinha
"Tanto quanto sei, não há nada substancialmente digno de relevo e que permita entender que alguma coisa estaria mal, para além do preenchimento dos formulários e de coisas burocráticas e, naturalmente, informar às autoridades de Angola, pedindo diplomaticamente desculpa por uma coisa que, realmente, não está na nossa mão evitar". Foi nestes termos que, em declarações à Rádio Nacional de Angola, reproduzidas pelo DN e pela RTP, o Ministro dos Negócios Estrangeiros Rui Machete pediu desculpa às autoridades angolanas pelas investigações judiciaisque têm sido levadas a cabo em Portugal a figuras do seu regime, tais como o procurador-geral de Angola, João Maria de Sousa, o presidente do banco Atlântico, Carlos Silva, e as filhas do presidente José Eduardo dos Santos. Seria até natural que um ex-administrador de um banco de ladrões se dirigisse nestes termos a um regime de ladrões. Solidariedade entre colegas fica sempre bem. O problema começa quando um povo aceita em silêncio que uma figura tão sinistra governe o seu país, determine o seu destino, gira o seu património, fale em seu nome. A partir daí, tudo é possível: “caros colegas, desculpem lá, nós ainda não atingimos o vosso grau de especialização em controlar a Justiça, vamos tentar abafar isto, prometemos dar o nosso melhor”. E todos nós sabemos como eles são bons a fazê-lo. O próprio Rui Machete é disso um bom exemplo. O mesmo que acaba de pôr todo um povo de joelhos a pedir desculpa pelos incómodos causados pela nossa Justiça aos ladrões de estimação da cleptocracia angolana. Pode? Claro que sim. Tudo é permitido quando há a garantia prévia de que qualquer vexame, por maior que seja, não custa sequer um grito e, menos ainda, um voto. O poder não foge, eles sabem. Somos o melhor povo do mundo. Ajoelhar, limpar os joelhos e voltar a ajoelhar. Assim é o quotidiano numa qualquer república de ajoelhados.