Depois do homem do leme divulgar o seu roteiro, logo os 70 reumáticos senadores saltaram a terreiro. Retiraram a tampa da fossa e as natas pairam à superfície.
Muito recentemente tivemos a oportunidade de divulgar um texto com simulações demonstrativas de que a dívida pública, em crescimento vertiginoso nos últimos anos, não é pagável. Como é evidente não obtivemos o favor da divulgação nos media portugueses, mais focados nos entertainers televisivos, nos jogos florais da classe política emanada da cleptocracia lusa. Bastou que a fedorenta nata do sistema se reunisse e desse mais uma prova da seu comprometimento com o capital financeiro para toda a imprensa se focar em comentários e entrevistas, laudatórios uns, subservientes quase todos. Jamais lhes será permitido, no âmbito do controlo redatorial, dizer que o rei, afinal, vai nu.
Embora com números errados, o homem do leme apontou para a continuidade radical da austeridade e oferece a mesma receita por mais 21 anos, se… a economia crescer 4% ao ano! Um delírio que esconde ir a situação agravar-se acentuadamente. E assim, com ou sem programa cautelar, Cavaco pode apontar o dedo a Passos.
O homem do leme, fiel à sua pulsão totalitária, ficou tão agastado com a inclusão de dois dos seus moços de porão na equipagem dos 70 que, logo os exonerou do cargo. Para a execranda figura um “crime” de opinião é mais grave que a qualificação de burlão inerente a Dias Loureiro, mantido como conselheiro de estado durante tanto tempo, só porque companheiro de farra no bordel BPN. La nave va.