Em entrevista à Sic-Notícias, Óscar Gaspar, conselheiro de Seguro para a economia adianta-se ao líder, que evita o tema: o PS admite ser impossível o regresso imediato aos níveis salariais e às pensões de 2011, que o Governo cortou a título excepcional. Se chegarem ao governo, os socialistas não vão voltar atrás nos cortes impostos durante os últimos três anos e a justificação é a já clássica "situação do país", ou seja, esta espécie de oposição também torna definitivos cortes que o Governo vendeu como extraordinários. Na noite anterior, Gaspar tinha sido claro quando foi questionado sobre se o PS podia prometer, uma vez vencedor das legislativas, regressar aos salários, pensões e prestações sociais de 2011: "A resposta "séria" é não. Nem os portugueses imaginariam, nem nunca ouviram do líder do PS nenhuma proposta demagógica para voltarmos a 2011, porque não é possível. As contas públicas portuguesas não o permitem." O PS também tem um Gaspar, por sinal sem grandes diferenças do original. "A situação que o país atravessa", "não é possível", "as contas do país não o permitem", tudo o que não seja austeridade é "demagógico". Para este Gaspar a pequena recuperação do PIB português registada no último trimestre de 2013 também não tem nada a ver com a recuperação salarial imposta pelo veto do Tribunal Constitucional ao roubo de subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e pensionistas. Foi obra do Pai Natal, com toda a certeza, e é uma irresponsabilidade e falta de sentido de Estado dizer o contrário. Os mercados podem ouvir...
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