Começou ontem o Congresso Anual do Partido Trabalhista Britânico, em Manchester. Nas ruas, várias dezenas de milhares de manifestantes responderam ao apelo da plataforma Stop the War e exigiram a saída imediata de Blair. Amanhã, 25, Gordon Brown deverá dirigir-se aos congressistas e o actual primeiro-ministro discursará na 3ª feira. Os media especulam sobre por quanto mais tempo se manterá Blair à frente do Partido Trabalhista e discutem se Tony Blair irá ou não declarar o seu apoio expresso a Brown...
Numa sondagem publicada este fim-de-semana no Guardian, 56% dos britânicos não aceitam que Brown possa suceder a Blair como primeiro-ministro sem ir a votos. Mas o mais espantoso é que 23% dos militantes do Partido Trabalhista declaram que esperam que o seu partido seja derrotado nas próximas eleições, como castigo em relação às políticas de Blair!!! É claro que a política interna de Blair tem sido desastrosa, no que diz respeito à privatização de serviços públicos e leis anti-sindicais. Mas a quebra da popularidade do primeiro‑ministro deve-se sobretudo ao descalabro da sua política externa.
A aliança com George Bush na invasão do Iraque, a mentira sobre as armas de destruição maciça, a informação confirmada pela prestigiada revista médica Lancet de que a guerra do Iraque tinha produzido pelo menos 100.000 mortos civis, a revelação das pressões directas e pessoais de Blair para afastar o director geral da BBC, por saber demais sobre o caso Kelly, foram demasiadas provas dadas à opinião pública.
Depois houve os terríveis atentados suicidas nos transportes de Londres em 7 de Julho de 2005, causando 56 mortos e dezenas de feridos, o endurecimento da “guerra ao terrorismo” e a entrada em vigor, com esse pretexto, de leis que põem em causa as liberdades cívicas e que estão a ser usadas não só contra os imigrantes mas também contra os britânicos de cor de pele visivelmente menos clara.
Há pouco mais de uma semana, Tony Blair foi recebido com assobios e apupos no Congresso dos Sindicatos do Comércio da TUC, central sindical britânica, em que muitos delegados exibiam cartazes apelando à retirada das tropas britânicas do Iraque. Neste momento, cerca de 40% dos britânicos querem a demissão de Blair.
Neste contexto, a pergunta não deveria ser se Blair vai ou não apoiar Brown, mas se Gordon Brown irá afastar‑se por um milímetro que seja das políticas do seu antecessor? Nós por cá apostamos que não...
Alda de Sousa
http://infoalternativa.org/europa/e048.htm
Numa sondagem publicada este fim-de-semana no Guardian, 56% dos britânicos não aceitam que Brown possa suceder a Blair como primeiro-ministro sem ir a votos. Mas o mais espantoso é que 23% dos militantes do Partido Trabalhista declaram que esperam que o seu partido seja derrotado nas próximas eleições, como castigo em relação às políticas de Blair!!! É claro que a política interna de Blair tem sido desastrosa, no que diz respeito à privatização de serviços públicos e leis anti-sindicais. Mas a quebra da popularidade do primeiro‑ministro deve-se sobretudo ao descalabro da sua política externa.
A aliança com George Bush na invasão do Iraque, a mentira sobre as armas de destruição maciça, a informação confirmada pela prestigiada revista médica Lancet de que a guerra do Iraque tinha produzido pelo menos 100.000 mortos civis, a revelação das pressões directas e pessoais de Blair para afastar o director geral da BBC, por saber demais sobre o caso Kelly, foram demasiadas provas dadas à opinião pública.
Depois houve os terríveis atentados suicidas nos transportes de Londres em 7 de Julho de 2005, causando 56 mortos e dezenas de feridos, o endurecimento da “guerra ao terrorismo” e a entrada em vigor, com esse pretexto, de leis que põem em causa as liberdades cívicas e que estão a ser usadas não só contra os imigrantes mas também contra os britânicos de cor de pele visivelmente menos clara.
Há pouco mais de uma semana, Tony Blair foi recebido com assobios e apupos no Congresso dos Sindicatos do Comércio da TUC, central sindical britânica, em que muitos delegados exibiam cartazes apelando à retirada das tropas britânicas do Iraque. Neste momento, cerca de 40% dos britânicos querem a demissão de Blair.
Neste contexto, a pergunta não deveria ser se Blair vai ou não apoiar Brown, mas se Gordon Brown irá afastar‑se por um milímetro que seja das políticas do seu antecessor? Nós por cá apostamos que não...
Alda de Sousa
http://infoalternativa.org/europa/e048.htm
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