terça-feira, março 20, 2007

Amores e Desamores de Uma Ministra

Descobri, por via da Sinistra Ministra que a senhora Ministra da Educação não acha fazer parte das suas funções estar presente nas negociações suplementares que vão decorrer segunda-feira com a Plataforma Sindical, delegando tudo no Secretário de Estado Pedreira, agora transformado em pau para toda a obra no que se relaciona com contactos com essa gentinha dos sindicatos.
Não sei se a ocupação que prenderá a senhora Ministra passará por qualquer tipo de preparação alongada de alguma poção mágica que faça transformar a sua manifesta falta de capacidade de diálogo e argumentação sem tremeliques histriónicos em módica quantidade de mera boa educação e maneiras à mesa (negocial), mas eu cá desenvolvi outra teoria com base num episódio da minha passada vida profissional.
A ideia pode parecer rebuscada mas neste momento eu já acredito e estou por tudo.
Estava o outro milénio a acabar, quando eu como QZP de fundo de catálogo fui dar a uma Escola com cujos hábitos e rotinas instaladas depressa fiquei em razoável desacordo. O ano lectivo correu de forma divertida, entremeado das mais variadas peripécias caricatas e conflitos com os poderes acomodados, mas tive sempre a neutralidade compreensica da Presidente do CE. A razão aparente era o facto de, um par de décadas antes, na sua idade mais jovem, a colega-presidente em causa ter namorado com alguém que seria ou será meu familiar distante. E ter ficado com recordação simpática dos Guinotes. Sempre me coibi de lhe chamar a atenção para o facto de essa ser uma opinião e apreciação assaz raras, porque realmente foi útil ter a complacência do poder máximo durante todo aquele ano.
Neste momento, e perante o comportamento absolutamente inqualificável de Maria de Lurdes Rodrigues para com os professores e a acrimónia e azedume muito especiais que parece dedicar a alguns sectores sindicalistas, avento a hipótese - meramente académica ou talvez não, mas sempre com o mais profundo respeito institucional, que eu sou pessoa de civismo mediano - de, quiçá, nos idos de 70, naqueles anos pós-revolucionários de todas as loucuras, MLR ter experimentado um qualquer tipo de relação pessoal pouco gratificante, e a esta distância particularmente desagradável, com algum sindicalista que agora ande por aí na Plataforma, ou ao seu redor.
É que a reacção que se nota publicamente e mesmo para quem está de fora de tudo o que é quotidiano negocial e contacto entre o ME e a Plataforma, é de um extremo desamor de MLR para com qualquer hipótese de diálogo normal entre pessoas que, mesmo com posições diferentes, tenham algum respeito mútuo. É que a coisa aparenta transcender a mera oposição conjuntural de pontos de vista e posições e entrar por uma dimensão quase visceral de aversão pessoal.
Ou é apenas porque a presença de MLR é perfeitamente irrelevante para todo o processo, porque nada, afinal, depende dela? Isso, sim, seria algo inconcebível. Ou não?
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