Dennis Brutus partiu pedras ao lado de Nelson Mandela quando estavam encarcerados juntos na tristemente célebre prisão da ilha Robben. O seu delito, semelhante ao de Mandela, foi lutar contra a injustiça do racismo, desafiar o regime do apartheid na África do Sul. As armas de Brutus foram as suas palavras: elevadas, fulgurantes e poéticas. Foi banido, foi censurado, foi alvejado. Mas o compromisso e o activismo deste poeta, a sua defesa dos pobres, nunca vacilaram. Brutus morreu durante o sono no princípio do dia 26 de Dezembro, na Cidade do Cabo, aos 85 anos de idade, mas viveu com os olhos bem abertos. A sua vida sintetiza o século XX, e, inclusive até aos seus últimos dias, inspirou, guiou e mobilizou as pessoas na luta pela justiça no século XXI.
Depois da queda do apartheid e a ascensão ao poder do Congresso Nacional Africano, Brutus manteve-se fiel aos seus princípios. Disse-me: «Quando se privatiza a água, quando se privatiza a electricidade, quando as pessoas são despejadas das suas barracas porque não conseguem pagar o aluguer das barracas, a situação piora. […] O governo sul-africano, liderado pelo ANC […] decidiu adoptar uma solução corporativa».
Continuou: «Saímos do apartheid para um apartheid global. Estamos agora num mundo onde, de facto, a riqueza está concentrada nas mãos de uns quantos; a maioria das pessoas ainda é pobre […] uma sociedade que está desenhada para proteger os ricos e as corporações e que, de facto, está a prejudicar os pobres, aumentando o seu fardo, isto é o inverso do que pensávamos que iria suceder sob um governo do ANC».
Depois da queda do apartheid e a ascensão ao poder do Congresso Nacional Africano, Brutus manteve-se fiel aos seus princípios. Disse-me: «Quando se privatiza a água, quando se privatiza a electricidade, quando as pessoas são despejadas das suas barracas porque não conseguem pagar o aluguer das barracas, a situação piora. […] O governo sul-africano, liderado pelo ANC […] decidiu adoptar uma solução corporativa».
Continuou: «Saímos do apartheid para um apartheid global. Estamos agora num mundo onde, de facto, a riqueza está concentrada nas mãos de uns quantos; a maioria das pessoas ainda é pobre […] uma sociedade que está desenhada para proteger os ricos e as corporações e que, de facto, está a prejudicar os pobres, aumentando o seu fardo, isto é o inverso do que pensávamos que iria suceder sob um governo do ANC».
Sem comentários:
Enviar um comentário