A divulgação, por parte do governo dos Estados Unidos, das experiências realizadas por médicos desse país durante a década de 40 na Guatemala – onde foram inoculadas intencionalmente sífilis, gonorreia e outras doenças venéreas a centenas de cidadãos – é a mais recente confirmação das práticas atrozes e desumanas que Washington chegou a cometer em matéria de experimentação médica.
Embora a infecção deliberada de doenças em indivíduos e o estudo dos efeitos de antivirais, psicotrópicos e substâncias diversas em seres humanos sem o seu consentimento tenham sido actividades amplamente documentadas nos Estados Unidos e noutras partes do mundo e conhecidas desde há algum tempo pela opinião pública internacional, a declaração realizada ontem pela administração de Barack Obama põe em perspectiva factores adicionais de agravo no que, em si, é uma prática desumana e criminosa: a referida experiência desenvolveu-se num país estrangeiro, com a aparente conivência do governo local – segundo consta nos documentos disponíveis –, contra uma população particularmente vulnerável – na sua maioria presos e doentes mentais, muitos deles submetidos à prova com enganos – e em condições de descontrolo e opacidade tal que até à data não se sabe quantos dos infectados receberam cuidados, nem quantos deles morreram.
Embora a infecção deliberada de doenças em indivíduos e o estudo dos efeitos de antivirais, psicotrópicos e substâncias diversas em seres humanos sem o seu consentimento tenham sido actividades amplamente documentadas nos Estados Unidos e noutras partes do mundo e conhecidas desde há algum tempo pela opinião pública internacional, a declaração realizada ontem pela administração de Barack Obama põe em perspectiva factores adicionais de agravo no que, em si, é uma prática desumana e criminosa: a referida experiência desenvolveu-se num país estrangeiro, com a aparente conivência do governo local – segundo consta nos documentos disponíveis –, contra uma população particularmente vulnerável – na sua maioria presos e doentes mentais, muitos deles submetidos à prova com enganos – e em condições de descontrolo e opacidade tal que até à data não se sabe quantos dos infectados receberam cuidados, nem quantos deles morreram.
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