terça-feira, outubro 05, 2010

O NEGRO E O VERMELHO

II

As origens de Pierre Joseph Proudhon, nascido a 15 de Janeiro de 1809 em Besançon dum jovem pai cervejeiro e duma mãe cozinheira, são, ao contrário das de Marx e da maior parte dos reformadores sociais (de Saint-Simon a Lénine), autenticamente plebeias.
Ainda jovem foi vaqueiro e é admitido aos dez anos como bolsista no colégio real de Besançon. Lá obtém, apesar das condições de trabalho muito precárias, todos os prémios de excelência. Obrigado, por necessidade, a interromper os seus estudos, torna-se sucessivamente tipógrafo, revisor e bolseiro da academia de Besançon (completa a sua formação intelectual em Paris, nas Artes e Ofícios e no Colégio de França), artesão impressor; trabalhou durante cinco anos numa empresa de navegação fluvial de Lion, adquire uma experiência real dos mecanismos da empresa e também da burocracia. De seguida pratica o ofício de jornalista-escritor, que segue incessantemente, na companhia da sua mulher, uma operária, e com os seus filhos, através de incessantes dificuldades materiais, dos processos políticos, as revoluções, a deputação, a prisão (três anos) e o exílio. Morre aos cinquenta e seis anos, a 19 Janeiro de 1865, enfraquecido por um imenso trabalho, deixando uma obra enciclopédica que ele nunca teria tido o prazer de resumir (mais de quarenta obras representando quase cinquenta volumes, sem contar os artigos dos três jornais que ele criou sucessivamente e uma imensa obra dispersa ainda hoje inédita ).

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