sábado, outubro 23, 2010

O que deveria fazer-se para sair da crise e que não se faz

Este artigo critica as políticas de austeridade que estão a ser implementadas nos países da zona euro que atrasarão a recuperação económica. O que deveria fazer-se é precisamente a intensificação de políticas de estímulo económico com expansão da despesa pública e criação de emprego. Tais políticas de estímulo, realizadas fora da zona euro, são responsáveis pelo crescimento das economias exportadoras alemã e francesa (juntamente com a baixa do euro), crescimento que, ao não se basear no crescimento da procura doméstica, terá escasso impacto na recuperação económica.

Suponha que você estivesse a cargo da política económica de um país que está numa profunda recessão, isto é, que a economia estivesse deprimida, não crescesse (ou, se o fizesse , fosse muito, muito lentamente). O que é que você deveria fazer? E a resposta, baseada na experiência de todas as recessões anteriores (as tidas no século XX) é fácil de conhecer. Você aumentaria o mais rapidamente possível o gasto público, investindo-o para que produzisse emprego e com isso houvesse mais pessoas a trabalhar, a receber salários, a consumir produtos e serviços e a estimular a economia. Também, no caso de ter um Banco Central à sua disposição, imprimiria muito dinheiro para que os empresários e os cidadãos do país pudessem ter fácil acesso a tal dinheiro, pelo que deveria embaratecer o seu custo, e baixar os juros deste dinheiro. Este dinheiro traduzir-se-ia em investimentos e consumo, que é o que você deseja para estimular a economia.

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