Em 1960, a ONU adoptou a resolução 1514, que estabelece que todos os povos têm direito à autodeterminação e que o colonialismo devia ser conduzido a um final rápido e incondicional. Meio século depois, os leitores podem surpreender-se ao inteirar-se de que ainda há dezasseis territórios no mundo que ainda esperam conseguir a descolonização. Conhecidos como “territórios sem autogoverno”, a lista de lugares ainda regidos por poderes estrangeiros contém nomes familiares: Gibraltar e as Ilhas Falkland (Malvinas), para assinalar apenas duas. Mas enquanto alguns desses territórios, como a pequena ilha de Tokelau no Pacífico, são dependências das quais se poderia dizer que recusaram a independência e escolheram democraticamente manter o seu estatuto territorial, outros casos são mais polémicos. O mais notável é o do Saara Ocidental, conhecido como a última colónia de África, que lutou pela autodeterminação durante mais de 35 anos contra o vizinho Marrocos.
No início de Outubro, em Nova Iorque, o Quarto Comité sobre Descolonização da ONU ouviu petições de pessoas que falavam em defesa desses territórios sem autogoverno. Tal como em ocasiões anteriores, o encontro deste ano esteve dominado por petições sobre o conflito no Saara Ocidental, um conflito que se mantém como um dos mais antigos do mundo.
No início de Outubro, em Nova Iorque, o Quarto Comité sobre Descolonização da ONU ouviu petições de pessoas que falavam em defesa desses territórios sem autogoverno. Tal como em ocasiões anteriores, o encontro deste ano esteve dominado por petições sobre o conflito no Saara Ocidental, um conflito que se mantém como um dos mais antigos do mundo.
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