O “não-dito” faz parte do cerimonial de poder de Cavaco. Por isso quando diz, Cavaco perde poder. Daí que está sempre caladinho que nem um rato. Falar é para ele um martírio. Não gosta dum céu límpido. Gosta sempre da nuvem carregada de sugestões, admoestações, e outras coisas que não se sabe bem o que são, e que vão pairando por aí até os fiéis as descodificarem, cada um à sua maneira, acrescentando-lhes a mais valia do seu próprio pensamento. São os que se podem chamar, de forma absurda, de cavaquistas. O cavaquismo é aquilo: eles próprios, mais Cavaco e o seu silêncio. Uma opinião que nada tem a ver com Cavaco, cuja opinião é inexistente e, porque inexistente, se presta a mil e uma versões. É o bluff no seu melhor.
São os cavaquistas de serviço. Os que querem que o FMI intervenha e os que não querem que o FMI intervenha. Todos cavaquistas.
São os cavaquistas de serviço. Os que querem que o FMI intervenha e os que não querem que o FMI intervenha. Todos cavaquistas.
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