domingo, janeiro 16, 2011

Notas sobre a Revolução Tunisina

Desde o primeiro dia estava claro que esta revolução não era só acerca do pão, era também contra a ditadura e a corrupção. A revolução foi apoiada por todos os segmentos da sociedade. Pobres, classe média e mesmo a classe média alta. Especialmente a classe média mostrou as suas unhas nos últimos dias em Túnis. Muitos amigos meus que viviam ali e que são estudantes universitários ou empregados em boas posições estiveram nas ruas, também a apanhar gás lacrimogéneo e balas. A juventude desempenhou um papel importante em tudo isto e os telemóveis combinados com o Facebook conectados através de serviços proxy foram os media da revolução. A central sindical ( UGT ) desempenhou o papel do regulador do momento e indicador político. Ficou claro que enquanto a central sindical mantinha-se a declarar greves a batalha avançava e que era o sinal para o povo ir às ruas. Mas não podemos dizer que a central sindical liderou a revolução; ela ao invés sincronizou-se com ela, especialmente nos últimos dois dias cruciais.

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