sexta-feira, setembro 01, 2006

Agora as queixas dos derrotados

As forças armadas de Israel são valentes quando se trata de bombardear populações civis, mulheres, crianças, hospitais, ambulâncias e carros de refugiados nas estradas com os aviões que lhes são fornecidos pelo governo dos EUA. É a valentia dos bandidos. Mas toda essa valentia desvanece-se no terreno, mesmo quando a superioridade em material e equipamento ainda lhes é amplamente favorável. Ela estilhaçou-se frente ao heroísmo do povo libanês e da sua resistência, conduzida pelo Hezbollah, pelo Partido Comunista Libanês e as demais forças patrióticas.
A não vitória de Israel, que não atingiu os seus objectivos, equivale a uma severa derrota. À superioridade material dos invasores opôs-se a superioridade moral e política dos combatentes libaneses. A inferioridade moral da tropa do estado racista judeu chega a ser chocante. Ela pode ser avaliada nos roubos descarados cometidos em aldeias do sul do Líbano: entravam por casas de civis adentro a fim de roubar bebidas, cigarros, dinheiro, jóias, o que houvesse — tal como faz há muito a tropa estadunidense no Iraque. A tropa de Israel pensou que a sua superioridade material — aviões, tanques, helicópteros, canhoneiras, equipamento refinado — garantiria uma correlação de forças esmagadora. Mas diante da resistência tenaz que encontrou no terreno a sua desmoralização aprofundou-se e já estava ansiosa por voltar para casa. As observações abaixo foram expressas pelos primeiros grupos de soldados israelenses que, com grande alívio, saíram do Líbano na segunda-feira 14 depois de o cessar fogo entrar em vigor. Elas foram resumidas em Debka , sítio web israelense. Ali se assevera que muitos destes soldados agora encaram com desconfiança os seus superiores hierárquicos e os líderes políticos de Israel.
O comando da retaguarda não sabia o que se passava no campo.
Algumas das suas ordens eram suicidas. Houve casos em que oficiais e homens concordaram em ignorá-las.
Alguns dos tanques tinham dez anos de idade e foram confrontados com um inimigo armado com o mais refinando e actualizado equipamento.
Nosso treinamento antes de sermos enviados para a batalha não era adaptado às condições encontradas no Líbano.
Seus oficiais chamavam os combatentes do Hezbollah de terroristas ou mesmo primitivos. Isto foi uma denominação enganosa. Eles são soldados profissionais, altamente treinados.
Embora fossemos melhores, o Hezbollah combatia como leões.
Não tínhamos água ou comida.
Nossa entrada dentro da batalha no Líbano foi tardia.
As tropas tinham necessidade de inteligência precisa.
Não estávamos preparados para combater contra bunkers camuflados.
Não tínhamos qualquer informação sobre as técnicas de mísseis anti-tanque do Hezbollah.

Debka
http://resistir.info/

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