Este artigo questiona os argumentos que estão a ser utilizados para reduzir a despesa pública (incluída a despesa pública social), mostrando que não existe evidência científica que apoie as hipóteses sobre os quais se constróem tais argumentos. O artigo também detalha políticas públicas, propostas pelo prestigiado Center for Economic and Policy Research de Washington, DC para sair da crise em Espanha, alternativas às existentes.
Existe uma interpretação da crise económica e financeira espanhola, muito generalizada nos establishments financeiros, políticos e mediáticos da União Europeia (e também de Espanha), que atribui tal crise à excessiva despesa pública (incluindo a despesa pública social do seu Estado do bem-estar) financiada através de um elevado endividamento público que atingiu níveis insustentáveis. Desta interpretação deriva a percepção de que em Espanha estamos a viver acima das nossas possibilidades, exigindo-se como medida de resolução da crise a implementação de políticas de austeridade e redução de despesa pública. Os dados, no entanto, não apoiam tais teses.
Existe uma interpretação da crise económica e financeira espanhola, muito generalizada nos establishments financeiros, políticos e mediáticos da União Europeia (e também de Espanha), que atribui tal crise à excessiva despesa pública (incluindo a despesa pública social do seu Estado do bem-estar) financiada através de um elevado endividamento público que atingiu níveis insustentáveis. Desta interpretação deriva a percepção de que em Espanha estamos a viver acima das nossas possibilidades, exigindo-se como medida de resolução da crise a implementação de políticas de austeridade e redução de despesa pública. Os dados, no entanto, não apoiam tais teses.
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